sábado, 21 de abril de 2012


                                        "É a experiência o fio que tece a arte do contador de histórias."


Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas  do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
 
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse  o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.

Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos  assim. 

Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça,  apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!

- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés -  disse o 
Coelho Pai  balançando o filho no ar.

- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto  que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho. 

Ele estava sonolento demais para  continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou  para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !

                                                                     Fábula de Sam Mc Bratney



Música: Homenagem ao Centenário de Luiz Gonzaga

É ele o rei, o rei do baião
De uma nação, que hoje vive a lhe homenagear
É ele o papa, o pai do sertão
Levava em suas mãos, o dom divino de poder tocar
Trazia em sua voz, verdades de voz, lamentos de uma terra para expressar.

No solo rachado do meu sertão
Um belo exemplo de batalha e superação
Um grito forte vindo lá do meu nordeste
Se tornou cabra da peste “ Senhorzin” lá do agreste

Um rei não coroado, com histórias pra contar
Faz agora um centenário, muito mais pra recordar
Asa branca bateu asas e voou, foi pra longe
Pra bem longe, bem atrás do seu amor
Enjoou da sua boneca, só pensava em namorar.
Luiz Gonzaga fez histórias aqui no meu Ceará
E por todo o meu Nordeste se expandindo
Tatuou seu nome forte da bandeira do Brasil
Saudade no peito apertou
Saudade aqui nos deixou
Saudade não tem tradução
Pra falar do rei, do rei do baião.
Leudo Duran.

domingo, 27 de novembro de 2011

            O grupo Contar é feliz em colaborar com o crescimento cultural do povo de sua terra.   Por isso continua  sua caminhada , apaixonando todos os públicos com muita criatividade e dedicação, usando o universo da literatura como  instrumento de seu trabalho e de seus objetivos.